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Wednesday, November 17, 2010

Fome, Pobreza e Miséria Vs. Nosso Consumo - Uns Têm Muito, Outros Nada










Seleção de imagens por Mateus Cavarzan:

Voluntariado, economia e desenvolvimento social

O UNV (Programa dos Voluntários das Nações Unidas), administrado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), fará o primeiro relatório global sobre voluntariado, que deve ser divulgado em dezembro do próximo ano, como parte das comemorações do 10º Ano Internacional dos Voluntários, em 2011, que está sendo chamado de Ano Internacional dos Voluntários + 10.

Entre os principais objetivos do relatório do PNUD estão: melhorar a compreensão sobre o voluntariado e avaliar a contribuição dos voluntários para a economia e o desenvolvimento social. Alguns dos pontos a serem abordados são: o impacto da “era digital” no setor, as atividades não remuneradas exercidas por mulheres (serviços domésticos, produção para subsistência e voluntariado), o papel dos jovens (em especial nas áreas mais vulneráveis) e o voluntariado entre os pobres (destacando que essas pessoas não são apenas beneficiárias do voluntariado, mas também agentes de uma rica rede de solidariedade).

FONTE: Portal do Voluntário

Maçonaria e Voluntariado???

Maçonaria? Sociedade secreta, apartada da sociedade? Não, nunca, explica o engenheiro e professor João Francisco Guimarães, de Brasília (DF) que é Mestre Maçom e Secretário-Geral do Grande Oriente do Brasil. Ele esclarece: a maçonaria incentiva o crescimento pessoal e o desenvolvimento da sociedade através do conhecimento e da prática de tradições milenares que contemplam, entre outros valores, a liberdade, a solidariedade e a igualdade.

Por Chico Lins

Portal do Voluntário: O que é a maçonaria?
João Francisco Guimarães: “Maçonaria é, ao mesmo tempo, corpo institucional de busca permanente da verdade e sistema de doutrinas baseado em verdades coerentes e consistentes, velado por alegorias e ilustrado por símbolos” – Esta definição, universalmente aceita, está registrada na Enciclopédia Maçônica Macoy, desde 1961, apoiada na Enciclopédia de Maçonaria, de Albert Gallatin Mackey, do século XI. Como toda instituição que demonstre robustez e capacidade de permanência no tempo, aliadas ao fato de manter firme segredo sobre seus mistérios e sacramentos, a Ordem Maçônica tem inúmeras definições, mais ou menos técnicas, mas todas frutos da abrangente conceituação que uma ciência da alma pode ter.

Portal do Voluntário: Quais são as crenças dos maçons?
João Francisco Guimarães: a) Na Paternidade do GADU – Grande Arquiteto do Universo, que é o Deus único; b) no Voluntariado como meio de doar-se aos semelhantes, acentuando o Fraternalismo e promovendo a igualdade; c) na busca da autotransformação e melhoria pessoal e, com isso, atuar para a melhoria constante da Família, da Pátria, da Humanidade; e d) no cultivo da religiosidade no peito a fim de assumir compromissos e responsabilidades perante a sociedade.

Portal do Voluntário: Os seus valores?
João Francisco Guimarães: Entre nossos muitos valores encontram-se:
a Liberdade, respeito ao Ego como fonte original, com responsabilidade e ordem, para a ação; a Igualdade, admissão do outro como novo “EU”, com respeito, por prêmio; a Fraternidade, modo direto de amar, com justiça, por divisa final; o Progresso humano por causa; e o Livre Pensar como supremo desejo.

Portal do Voluntário: E os ideais?
João Francisco Guimarães: Alguns dos nossos ideais:
. O cultivo das virtudes teologais (Caridade ou Compaixão, Esperança e Fé);
. a prática das virtudes cardeais (Prudência, Fortaleza, Temperança, Justiça), sempre pautadas pela Sabedoria;
. a busca da bem-aventurança pela harmonia das faculdades pessoais, via a prática das virtudes;
. a conformidade do pensamento com as coisas e objetos estabelecendo a verdade; e
. a conformidade do pensamento com a Linguagem garantindo a coerência, a sinceridade e a retidão.

Portal do Voluntário: Qual é a missão da maçonaria hoje no Brasil?
João Francisco Guimarães: Atuar como Escola de Superação e de Liderança, fomentar a Liberdade de Consciência e reunir pessoas, quaisquer que sejam suas crenças. Objetivo: satisfazer suas necessidades religiosas no coração, já que é escolha de foro íntimo, e suas inquietações metafísicas no espírito, já que se vincula a uma ciência, a ciência da alma, que está alicerçada fora da matéria e, talvez, fora da Terra.

Portal do Voluntário: Qual é o papel da solidariedade, da responsabilidade social e ambiental na maçonaria como instituição e na vida dos maçons?
João Francisco Guimarães: Solidariedade é um sentimento misto de compaixão (que é o próprio amor) e fraternidade (que resulta da irmandade maçônica). Isso é fruto do companheirismo reinante na Maçonaria. Cumpre lembrar que tanto fraternidade quanto ser companheiro significam “partilhar o pão”. Essa é a Ordem, esse é o maçom. A diferença, sutil, entre Solidariedade e Cooperação é que, embora ambas ocorram em momento de carência, a Solidariedade visa a pessoa, a minorar seus infortúnios, enquanto a Cooperação visa alcançar determinado alvo (sempre de cunho social e benemerente).

Portal do Voluntário: Hoje quais são as principais causas, bandeiras e ações abraçadas pelos maçons no Brasil?
João Francisco Guimarães: A Ordem Maçônica tem inúmeros programas, instituições e movimentos, espraiados pelo território nacional que não têm a finalidade de demonstrar e sim de perseguir os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Exemplos:
. Maçonaria a Favor da Vida (ou Contra as Drogas) – campanhas, motivações e manifestações junto aos jovens para interpor barreiras ao avanço da dependência química vil;
. Luta pela Amazônia – espaço aberto nas milhares de Lojas Maçônicas de todo o Brasil contra o entreguismo, a ocupação ilegal e irregular da Amazônia, o descaso governamental contra manobras calhordas, o contrabando de minérios estratégicos;
. Fundação de Amparo ao Menor Abandonado – uma das maiores (senão a maior) instituições assistenciais, com formação educacional e técnica; os jovens saem capacitados e, geralmente, empregados; e
. Hospital Oftalmológico capaz de atender, em prazo recorde, 100% da demanda por córnea e já começou a enveredar em transplante de medula.

Portal do Voluntário: O que é a Ação Paramaçônica Juvenil?
João Francisco Guimarães: A APJ é o movimento permanente dos jovens, filhos e filhas dos maçons, bem como seus colegas, amigas e amigos, simpatizantes, de boa índole, unidos pelo Bem e para o Bem, na faixa etária compreendida entre os 7 e os 21 anos. Eles formam grupos voltados para o patriotismo e as práticas cívicas, irmanados pelo ideal de servir e de produzir ações enaltecedoras e culturais. Agem com autonomia para planejar e tecer rumos comuns de ação coletiva, sempre orientados e amparados pelas Lojas e maçons com o papel específico de preceptoria.

Portal do Voluntário: Pode-se comparar os maçons a voluntários praticantes, no seu tempo livre, de solidariedade e cidadania?
João Francisco Guimarães: O maçom é, antes de tudo, um ser moral e, como requer a moral “pós-moderna”, é desprendido e desprovido de egoísmo. Sua intervenção no edifício social é permanentemente voltada para a compaixão e a cidadania. Como sua atenção está sempre direcionada para tais vertentes não se pode dizer que isso aconteça no tempo livre (difícil de caracterizar esse tempo livre…). Ao aprender a fazer com uma das mãos sem que a outra “veja ou saiba”, expressão obviamente de significado figurado, o maçom, antes, tem de assimilar que a Ordem é Escola de Emulação e Superação, objetivando, com força, a melhoria crescente de si próprio. Ao tornar-se melhor, e melhor, o cidadão vai se tornando, também, uma bênção para sua família, sua comunidade, sua cidade, sua pátria…

Portal do Voluntário: A maçonaria já foi demonizada, temida no Brasil. Hoje ela parece ser aceita. Mudou a maçonaria ou a sociedade?
João Francisco Guimarães: Segundo os egípcios, “a única constante na espécie humana é o estado de mudança”. O olhar de fora para dentro verá, com fidelidade e constância, uma Maçonaria capaz de cultuar sua história, sua doutrina, suas alegorias e mitos, seus valores axiológicos e éticos, seus condicionantes espirituais e de elevação, bem como seu papel social e político. Já o olhar de dentro para fora da Ordem permite ao maçom analisar as fontes de progresso, sua adequação ao crescimento da humanidade e as necessidades daí advindas.

Portal do Voluntário: – As mulheres tiveram, têm, terão vez e voz na maçonaria?
João Francisco Guimarães: Não há possibilidades imediatas de a mulher participar dos trabalhos litúrgicos e ritualísticos dentro do Templo, por determinações internacionais que vêm de séculos atrás. A mulher é considerada, quer material quer espiritualmente, um ser de muita energia e luz, daí não ter necessidade de se agruparem para as conquistas humanas. Elas trazem consigo, desde o umbral do nascimento, o poder atávico da realização cooperativa. De qualquer sorte, cresce aceleradamente a voz e a vez das mulheres, esposas e filhas de maçons, nas realizações mundanas praticadas pela Maçonaria. Ademais disso, o maçom casado só entra para a Ordem se sua mulher consentir… E isso é definitivo…

Seja Você Uma Semente



Por: Mateus Cavarzan

Todos nós em algum momento já nos encontramos em momentos muitos árduos, nos quais parecia não haver solução. Mas, quando tudo parece estar para terminar, aparece uma pessoa, ou melhor a pessoa, e nos ajuda a sair dessa situação. Para muitos isto é ação de Deus, amigos, pais ou até mesmo cachorros... Não importanta a face que tenha, algo/alguém aparecerá por você.

O que mais precisamos neste momento é de fé. Fé de que algo vai mudar para melhor. Precisamos plantar uma semente neste mundo frio e gelado, que dure séculos e ultrapasse várias gerações. E é daí que entra em campo o trabalho voluntário. Ajudando o próximo, estamos plantando uma semente que dará frutos, mesmo que demore décadas, e estes frutos darão eventualmente mais sementes, as quais germinarão em outros corações.

Sunday, November 14, 2010

FREE HUGS

A Free Hugs Campaign (Campanha dos Abraços Grátis) é um movimento social que envolve pessoas oferecendo abraços para estranhos em locais públicos. A campanha começou em 2004 por um homem australiano conhecido pelo pseudônimo "Juan Mann" em Sydney, Austrália. O movimento se tornou internacionalmente famoso em 2006 por causa do videoclipe no YouTube da banda australiana Sick Puppies. O vídeo atualmente é um dos mais vistos no site, tendo sido assistido mais de 50 milhões de vezes. Os abraços são um exemplo de um ato de bondade e humanitário executado por alguém cujo objetivo é apenas fazer as pessoas se sentirem melhores.

Friday, November 5, 2010

Profeta Gentileza




José Datrino, mais conhecido como profeta Gentileza, (Cafelândia, São Paulo, 11 de abril de 1917 — Mirandópolis, São Paulo, 28 de maio de 1996) tornou-se conhecido a partir de 1980 por fazer inscrições peculiares sob um viaduto no Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba.

Nasceu em Cafelândia, São Paulo, no dia 11 de abril de 1917. Com mais onze irmãos, teve uma infância de muito trabalho, na qual lidava diretamente com a terra e com os animais. Para ajudar a família, puxava carroça vendendo lenha nas proximidades.

O campo ensinou a José Datrino a amansar burros para o transporte de carga. Tempos depois, como profeta Gentileza, se dizia "amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento".

Desde sua infância José Datrino era possuidor de um comportamento atípico. Por volta dos treze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, na qual acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão. Este comportamento causou preocupação em seus pais, que chegaram a suspeitar que o filho sofria de algum tipo de loucura, chegando a buscar ajuda em curandeiros espirituais

No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo "Gran Circus Norte-Americano" que foi chamado de Tragédia do Gran Circus Norte-Americano e considerado uma das maiores fatalidades em todo o mundo circense. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido "vozes astrais", segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar "José Agradecido", ou simplesmente "Profeta Gentileza".

Após deixar o local que foi denominado "Paraíso Gentileza", o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: - "Sou maluco para te amar e louco para te salvar".



Entretanto, um artigo de autoria da professora Luiza Petersen e do jornalista e escritor Marcelo Câmara, que conviveram com Datrino ("Jornal do Brasil" de 21/02/2010) e rebatido por outro artigo publicado no Jornal do Brasil [2] afirma que ele, apesar de falar em gentileza como um mantra, era "agressivo, moralista e desbocado [...] Vociferava, ofendia e ameaçava espancar transeuntes", ao ponto de às vezes ser necessário chamar a polícia para acalmá-lo. "Suas principais vítimas eram as mulheres de minissaia ou com calças apertadas, de cabelos curtos, que usavam maquiagem, salto alto e adereços [...] A maioria da população, especialmente as mulheres e crianças, fugia dele". A imagem que se criou dele após sua morte, segundo os autores, não corresponde às lembranças dos que conviveram com ele durante os anos 1960 e 1970

A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5 km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização.

Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.

"Gentileza gera gentileza" é a frase mais conhecida.

Definição Ação Socio-Voluntária

Tuesday, November 2, 2010

GRAACC





GRAACC: entidade filantrópica que trata de crianças com câncer no Brasil

GRAACC - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer - é uma instituição sem fins lucrativos, criada para garantir a crianças e adolescentes com câncer o direito de alcançar todas as chances de cura com qualidade de vida, dentro do mais avançado padrão científico. O hospital do GRAACC realiza mensalmente cerca de 2.500 atendimentos, entre sessões de quimioterapia, consultas, procedimentos ambulatoriais, cirurgias, transplantes de medula óssea e outros. Além de diagnosticar e tratar o câncer infantil, o GRAACC atua no desenvolvimento do ensino e pesquisa.

O GRAACC nasceu em 1991, graças à iniciativa do Dr. Sérgio Petrilli, chefe do setor de Oncologia do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina, o engenheiro voluntário Jacinto Antonio Guidolin e Sra. Léa Della Casa Mingione, voluntária do Hospital do Câncer.

O primeiro passo foi transferir o Setor de Oncologia Pediátrica do Hospital São Paulo para uma casa, que ficou conhecida como a "casinha". Os pequenos pacientes eram atendidos nesse local, dentro do conceito de hospital-dia, onde recebiam atendimento médico e assistencial e voltavam para as suas casas.

Fundamentado na parceria universidade/empresa/comunidade, o GRAACC despertou em empresas e instituições de larga visão social a confiança e o interesse em participar da construção do Instituto de Oncologia Pediátrica - IOP/GRAACC/UNIFESP, o hospital do GRAACC.

Em maio de 1998, esse sonho se torna realidade. É construído um moderno hospital de nove andares e dois subsolos, em 4.200 m², especializado no atendimento de crianças e adolescentes com câncer.

O hospital é gerenciado e administrado pelo GRAACC e a assistência médica, o ensino e a pesquisa são conduzidos em convênio com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM).

Anualmente, o GRAACC é auditado pela PricewaterhouseCoopers.
Desde 2008, o voluntariado do GRAACC é certificado com o ISO 9001.

Missão do GRAACC

Garantir a crianças e adolescentes com câncer, dentro do mais avançado padrão científico, o direito de alcançar todas as chances de cura com qualidade de vida.


Visão do GRAACC

- Disponibilizar recursos técnicos, científicos e humanos adequados, atuando como centro de referência em diagnóstico e tratamento do câncer infanto-juvenil.

- Oferecer apoio multidisciplinar e suporte social, com a finalidade de manter a adesão ao tratamento.

- Treinar e capacitar profissionais, buscando multiplicar conhecimento e promover impacto na assistência à saúde do País.

- Trabalhar constantemente em parceria, somando esforços com a comunidade, universidade e empresariado, através de mobilização de recursos, gestão participativa e potencialização de conhecimento.

- Promover atuação efetiva do voluntariado.

- Garantir acesso ao tratamento a crianças e jovens de famílias de baixa renda.


Valores do GRAACC

Competência
Ética
Transparência
Solidariedade
Trabalho em equipe
Igualdade nas relações

do site :https://www.graacc.org.br/graacc.aspx

Wednesday, October 27, 2010

"Pay It Forward" Vértice! Uma Explicação Rápida.




Projeto "Pay It Forward"

POR: Mateus Cavarzan

Hoje começa o nosso projeto "Pay It Forward" Vértice!

Farei durante a semana um relatório de como o projeto anda, mas lembre-se que todos nós podemos fazê-lo, basta querer, obviamente. Ele é bem simples, e ao invés de explicar, por que não mostrar?

Grandes Contrastes

O Brasil é um país de grandes contrastes. Do ponto de vista da ação social, muitas pessoas preferem aguardar uma tomada de posição por parte do governo. Outras, pelo contrário, colocam “a mão na massa” e agem Esse é o segredo do voluntariado.





Um dos desafios na atualidade é diminuir as desigualdades existentes no mundo, garantindo a todos o acesso a educação, a moradia, a alimentação e a saúde. Por isso que cada vez mais, empresas, ONGs e organizações estão assumindo o papel que caberia ao Estado. Nesse contexto, o termo responsabilidade social ganha força principalmente no meio empresarial como forma de ajudar a minimizar os problemas que afetam a sociedade em geral


AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente



A Associação de Assistência à Criança Deficiente é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha há 60 anos pelo bem-estar de pessoas com deficiência física. Ela nasceu do sonho de um médico que queria criar no Brasil um centro de reabilitação com a mesma qualidade dos centros que conhecia no exterior, para tratar crianças e adolescentes com deficiências físicas e reinseri-los na sociedade. Foi pensando nisso que o Dr. Renato da Costa Bomfim reuniu um grupo de idealistas e, no ano de 1950, fundou a AACD.

No começo, a entidade funcionava em dois sobrados alugados na Rua Barão de Piracicaba, na cidade de São Paulo. Mas graças à colaboração dos primeiros doadores, a AACD pôde fundar seu primeiro centro de reabilitação num terreno doado pela Prefeitura, na rua Ascendino Reis.

Missão: promover a prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, favorecendo a integração social.

Visão: ser a opção preferencial em Reabilitação e Ortopedia para pacientes, médicos, profissionais da área, convênios e apoiadores, e ser reconhecida pelo seu elevado padrão de qualidade e eficácia, com transparência, responsabilidade social e sustentabilidade.

Valores: responsabilidade social, respeito ao ser humano e suas diferenças, ética, qualidade, eficácia, competência e transparência.

Há mais de uma década, a AACD realiza o Teleton, que todo ano reúne artistas, apresentadores e personalidades numa maratona televisiva em busca de doações.

A AACD - Associação de Assistência à Criança Deficiente consolidou-se em seus 60 anos de história como uma das mais reconhecidas entidades filantrópicas do Brasil, especializada no tratamento de deficientes físicos.

Atualmente são realizados mais de 1 milhão de atendimentos por ano em 9 unidades distribuídas pelo país. Esse trabalho de importante alcance social respalda-se na sensibilidade, consciência e participação de muitos brasileiros, que contribuem efetivamente para o funcionamento e desenvolvimento da instituição. Para cumprir nossa missão, contamos com doações espontâneas, realizamos campanhas e projetos, vendemos produtos e firmamos parcerias

Vídeo - Voluntários





Monday, October 25, 2010

Palhaço Do Circo Da Vida





Por: Mateus Cavarzan



Palhaço do Circo da Vida

João Pé Descalço. Moleque de rua. Fome. Miséria. Fugiu do sertão para vida (sub)urbana. Engraxate para sobreviver. Seu maior sonho estava muito longe dali: o grande circo chegara à cidade. Lonas belas e coloridas. Animais diferentes daqueles que conhecia. Leões e elefantes. Crianças, pais e mães. Musica alegre. Flautas e trombetas. Risadas. Malabaristas. Palhaços.


João Sonhador. Sem pai nem mãe. Vida difícil. Entregador de compras. Engraxate nas horas vagas. Vida corriqueira. De vez em quando ficava a admirar as estrelas do céu. As contava. As tocava. Sentia aquele vento frio na calada da noite enquanto voava para bem longe. Voava junto as estrelas do céu índigo da noite. Aquela imensidão do universo o acolhia. Alimentava ali seu grande sonho: ser palhaço.


João Adulto. Trabalho dobrado. O pequeno engraxate de calça curtas transformara-se num operário. Trabalho suado. Braços fortes. Camiseta suja. Trabalhar e dormir. Dormir e Trabalhar. Não lhe restava tempo para sonhar, nem em seu sono. Carregava nas costas o peso de suas frustrações, de suas não-realizações. Como Atlas, o mundo carregava em suas costas. Dias vão. Dias vêm. Transformara-se então num grande palhaço. Palhaço da vida, lutando para tentar sobreviver neste mundo desumano.

Saturday, October 23, 2010

Seja Você Um Voluntário


1. Todos podem ser voluntários

Não é só quem é especialista em alguma coisa que pode ser voluntário. Todas as pessoas capacidades, habilidades e dons. O que cada um faz bem pode fazer bem a alguém.

2. Voluntariado é uma relação humana, rica e solidária

Não é uma atividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades.

3. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla

O voluntário doa sua energia e criatividade mas ganha em troca contato humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.



4. Voluntariado é ação

Não é preciso pedir licença a ninguém antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.

5. Voluntariado é escolha

Não há hierarquia de prioridades. As formas de ação são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.

6. Cada um é voluntário a seu modo

Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmos, de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa.

7. Voluntariado é compromisso

Cada um contribui na medida de suas possibilidades mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente.

8. Voluntariado é uma ação duradoura e com qualidade

Sua função não é de tapar buracos e compensar carências. A ação voluntária contribui para ajudar pessoas em dificuldade, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade.



9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social

Todos têm o direito de ser voluntários. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas.

10. Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica

As formas de ação voluntária são tão variadas quanto a criatividade do voluntário e as necessidades da comunidade.

Veja como você pode participar e onde pode desenvolver suas ações.
Existem ações voluntárias:

* Nas igrejas

* Nos bairros e nas comunidades populares (ajuda mútua)

* Nos grupos de auto-ajuda

* Nos clubes de serviços

* Em programas promovidos por empresas

* Nas comunidades de origem

* Nas associações profissionais

* Nos hospitais e outras instituições que trabalham na área da saúde

* Nas instituições e programas de melhoria da educação

* Nas instituições de ajuda a crianças

* Nas instituições e programas voltados para as pessoas portadoras de necessidades especiais

* Nas instituições e programas que trabalham com pessoas da terceira idade

* Nos grupos e associações de jovens

* Nos grupos e organizações de preservação do meio ambiente

* Nos grupos e organizações de defesa de direitos

* Nos grupos e movimentos de luta contra a violência

* Nos clubes e associações esportivas

* Nos grupos e associações culturais e de defesa do patrimônio

* Nos movimentos de luta contra a pobreza

* Em iniciativas de ajuda mútua e prestação de serviço através da internet

* Em programas promovidos por órgãos governamentais nos níveis federal, estadual e municipal

APAE - Você pode fazer a diferença


A missão da APAE de São Paulo é “Prevenir a deficiência, facilitar o bem-estar e a inclusão social da pessoa com deficiência intelectual”.

A APAE de São Paulo é referência nacional e internacional em prevenção, tecnologia e inclusão de pessoas com deficiência intelectual, do nascimento à fase de envelhecimento.

O trabalho da Organização é baseado no tripé prevenção, inclusão e tecnologia.


APAE Brasil e UniAPAE

A APAE de São Paulo participa de um movimento de mais de 2.000 unidades no Brasil, liderado pela Federação Nacional das APAEs. Sua missão é promover e articular ações de defesa dos direitos das pessoas com deficiência e representar o movimento perante os organismos nacionais e internacionais, para a melhoria da qualidade dos serviços prestados pelas Apaes, na perspectiva da inclusão social de seus usuários.
A Uni APAE - Universidade Rede APAE - tem o objetivo de produzir e sistematizar novos conhecimentos sobre a deficiência intelectual e múltipla, compartilhando-os com as famílias, dirigentes, profissionais e pessoas com deficiência da Rede Apae, para buscar e manter a excelência de sua organização e de seus serviços, de forma a contribuir para a defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

Você conhece a cidade onde vive?



Extremos de riqueza e pobreza em São Paulo

Difícil entrar em ação no dia-a-dia


Por: Mateus Cavarzan

Como eu matei um garoto

A chuva caía freneticamente lá fora. Era gostoso ouvir aquele som; a chuva batia na janela emitindo aqueles sons abafados, irreproduzíveis, até nostálgicos, porém sobretudo aconchegantes que sempre me deixam com vontade de sentar na frente da lareira tomando um bom chocolate quente. Fazia muito frio naquele domingo. Olhei para a janela enquanto subia as escadas rolantes e fiquei a admirar a perfeita harmonia da chuva que molhava a praça em frente da livraria que estava. Enfim cheguei à seção que buscava: literatura estrangeira. Lá estava eu como uma criança em um parque de diversão; passava meus finos, longos dedos nos inúmeros livros que me rodeavam, os sentia, os tocava, os cheirava... inalava aquele odor fresco de tinta e papel nas minhas mãos. Minha expressão um tanto eufórica chocava as pessoas ao meu redor, porém aquilo de nada me valia pois estava eu focado naquele momento, naquele meu mundinho literário que acabara de abrir seus portões dourados à mim. Meus olhos passavam de Lewis para Orwell, de Orwell para Twain, de Twain para Kundera e voltavam de novo à Austen, enquanto um pilha de livros se acumulava ao meu lado. Meus dedos ansiavam por mais e mais, famintos como lobos! Sentei no chão e cruzei as pernas. O momento havia chegado e eu o sabia; tinha que escolher qual levar e simplesmente não havia nenhum critério senão um: o preço. Desde de criança sempre me fascinou aquelas máquinas onde se lê o código de barras de um livro e o preço aparece na tela. Até aquele barulhinho me deixa mais agitado, com vontade de comprar mais. Depois de fazer uma rápida consulta dos preços, fiquei em dúvida entre dois; olhava para um e depois para o outro, regressava um à estante mas o pegava novamente, olhava a capa e as orelhas e não conseguia escolher. No final das contas acabei levando os dois e saí triunfante da seção de livros em direção ao caixa para pagar. De novo veio aquele beep e apareceu na tela o total a pagar: R$75, 90. Abri minha carteira e tirei duas notas de cinqüenta como se fosse a coisa mais normal do mundo. Coloquei os livros em uma sacola de plástico e caminhei em direção à porta sorrindo e orelha à orelha.
Ainda chovia quando saí da livraria em direção ao estacionamento e foi então que o vi. Aqueles olhos fitaram-me de uma maneira assustadora; não sabia o que fazer ou como agir. Lá estava aquele menino com pé descalço sentado no banco olhando para mim. Suas roupas estavam encardidas, rasgadas e molhadas e seu olhar era inexpressivo. Seus olhos diziam, gritavam algo. Medo, fome, miséria e tristeza tudo ao mesmo tempo. Minha reação foi instantânea; virei meu rosto para o outro lado e desviei meu olhar. Porém sentia, mesmo de costas, aqueles olhos em mim; rezava para que a fila andasse mais rápido e pudesse pagar o estacionamento o mais rápido possível. Fiquei imaginando como ele havia chegado ali. Teria entrado para abrigar-se da chuva? Ou teria dormido ali mesmo naquele banco gelado e duro durante a noite? Sua mãe teria lhe obrigado a estar ali para mendigar por alguns trocados? Que fim teria este dinheiro? Drogas? Armas? Sexo? Cocei minha garganta e comecei a bater meu pé impacientemente no chão – um hábito que tenho quando estou nervoso e impaciente – e tentei pensar nos livros que estava prestes a começar a ler. Mas, não pude continuar por muito mais. Me sentia mal, infeliz e irritado. Irritado? Irritado com quem? Enfiei minha mão na sacola e senti com a palma da minha mão a capa dura dos livros que comprara – movimentos todos acompanhados por aquele par de olhos – e abri a sacola para poder ver os livros sem tirá-los da sacola. Será que aquele menino tinha alguma vez na sua vida freqüentado uma escola? Ter pelo menos tocado em um livro de capa dura que jamais pertencera a alguém, que tivesse até cheiro de novo? Ou pais que lhe dariam dinheiro para comprar o que quisesse? Só pude pensar em uma única palavra, uma que descrevia precisamente como estava me sentindo, uma que também descrevesse minhas ações e meu comportamento, uma que provocava dor ao pronunciá-la: hipocrisia.
Quando falamos em pobreza sempre – coisa que já se tornou um vício para mim - penso nas crianças passando fome na África. É sempre a mesma imagem. Uma criança negra com um corpo deformado. Pode-se ver até sua fraca estrutura óssea através de sua pele escura e muitas vezes possuem uma barriga um tanto arredondada causada pela ingestão de comida e água contaminadas cheias de bactérias e protozoários. Mas é necessário ir tão longe, ir para outro continente para encontrar miséria? Não. Há miséria ao redor de mim. Não há um dia sequer que não passo por uma avenida e não vejo mendigos na sarjeta. Não há um único dia que em meu trajeto para escola não vejo uma favela. Então por que penso em um lugar distante enquanto há a presença da pobreza diariamente na minha vida? Somos, querendo ou não, todos hipócritas. Falamos, combatemos, lutamos contra a pobreza, porém somente no âmbito ideológico. Temos várias oportunidades todos os dias de ajudar ao próximo. Chegamos a atuar? Bem, isso já é outra conversa. Há coisas que compro por mero luxo. Troco de Ipod quase todo ano, toda semana compro um livro novo, mal saiu um jogo para PS3 e já o tenha na minha estante e a lista se prolonga e prolonga. Será que esqueço que com menos de 10 dólares mensais posso garantir que uma criança tenha uma adequada alimentação e acesso à saúde na África quando compro um novo livro? Que a cada 4 segundos uma criança morre na África? Quantas crianças já matei então apenas comprando livros? O pensamento me assombra, me dá calafrios. Penso nos inúmeros cadáveres que assombram a minha estante; no sangue em minhas mãos e caio em uma profunda melancolia.
Finalmente chegou a minha vez e paguei rapidamente o estacionamento. Entrei no carro e fechei a porta. Naquele momento, ali dentro do carro, ali olhando para os pingos de chuva que batiam na janela soube o que tinha feito, soube que no momento em que tranquei a porta, no momento em que virei meu rosto, tinha feito algo terrível. Tinha matado um garoto.